domingo, 20 de junho de 2010

Cura






Entrego-me
e na leminiscata
sou tratada

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Mínimo Conto





Sentados no silêncio meditativo, começo a bocejar.
Após a meditação as pessoas me perguntam, porque bocejei, barulhenta.
Respondo que não sabia.
Em seguida, descubro, quem bocejou não fui eu,
foi a Diana em mim, minha amiga velha de guerra, iconoclasta.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Acontece



Às vezes hoje
não é hoje,
é ontem,
ou quem sabe,
amanhã

sábado, 29 de maio de 2010



A anárquica dança
das lembranças
esvazia o passado

Todos os nomes Maria tem





Nossa Senhora do Atropelo,
livra-me do pecado
antropomórfico

Multiplica-me

domingo, 23 de maio de 2010

Diário da Av Paulista, domingo, 23 de maio



Duas velhas com bengalas. Fiquei em dúvida se seriam mãe e filha.
Minha neta garantiu que não, deveriam ser amigas. Minha dúvida permaneceu, mas entrei na de Analu, a neta de dezesseis anos. Penso ser chocante para Analu mãe e filha usarem bengalas juntas. Uma delas deveria ser bem mais moooçaaa. Enfim, oços do ofício. E aqui o ofício é a vida.

Um homem Lillás passou por nós, tomando refresco. Um homem todo lilás, roupa e sapatos Croc, lilás.

E o grupo do "Abraço de Graça", diante de nós, na frente do MASP. Éstamos em quatro. Não me atirei nos braços que me atraiam. Os companheiros (marido neto e neta) se rebelariam. Analu, minha neta, compreendeu o chamado: "As pessoas são fechadas, pedem que se abram". Analu se atirou num abraço, e eu a segui. Que maravilhoso se abrir!!!!!!!!!!!! Revolucionário. Um abraço pode ser revolucionário.