segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Resenha: O amor é possível.
De Eliane Accioly
Filme: O Filho do Outro.
Direção: Lorraine Levy
Elenco: Emmanuelle Devos, Pascal Elbé, Jiles Sitruk, entre outros.
A história se passa em Isrrael e Palestina, povos e etinias diferentes ocupando o mesmo território geográfico, cheio de fronteiras e ódios entre povos irmãos: “Jacob e Ismael não são filhos de Abrahão? “ Em determinado momento, se recorda um dos personagens.
Dois bebês, o filho de palestinos, outro de israelenses foram trocados, numa maternidade, nas confusões do pós-parto, durante uma noite de bombardeio. Os meninos crescem, cada qual, em famílias amorosas, e aos 18 anos, o drama surge, após os resultados inegáveis de um exame de sangue: os pais israelenses tinham o fator RH A positivo, enquanto o suposto filho, RH A negativo. A mãe, israelense é médica, e aciona o problema que todos, a princípio, a não ser ela, gostariam de negar. A mulher israelense é médica. A mãe palestina apoia, apesar de devastada, pelo amor ao filho que criou, e o temor de perdê-lo.
O filme é uma surpresa, pois na verdade, no lugar de afastamento, o drama gera aproximações, nada fáceis, mas verdadeiras, e que poderão se desdobrar em verdadeira fraternidade. O que acontece é que os desejos surgem: pessoas da família palestina, por exemplo, querem conhecer Telavive e o mar. Alguns já o conheciam. Mas principalmente, o desejo de se aproximar e se conhecer uns aos outros, e aplainar as arestas vivas, entre eles e suas diferenças: israelenses e palestinos. Entre Israel e Palestina nada muda, mas aquelas pessoas jamais voltariam a ser as de antes da revelação.
Filme: O Filho do Outro.
Direção: Lorraine Levy
Elenco: Emmanuelle Devos, Pascal Elbé, Jiles Sitruk, entre outros.
A história se passa em Isrrael e Palestina, povos e etinias diferentes ocupando o mesmo território geográfico, cheio de fronteiras e ódios entre povos irmãos: “Jacob e Ismael não são filhos de Abrahão? “ Em determinado momento, se recorda um dos personagens.
Dois bebês, o filho de palestinos, outro de israelenses foram trocados, numa maternidade, nas confusões do pós-parto, durante uma noite de bombardeio. Os meninos crescem, cada qual, em famílias amorosas, e aos 18 anos, o drama surge, após os resultados inegáveis de um exame de sangue: os pais israelenses tinham o fator RH A positivo, enquanto o suposto filho, RH A negativo. A mãe, israelense é médica, e aciona o problema que todos, a princípio, a não ser ela, gostariam de negar. A mulher israelense é médica. A mãe palestina apoia, apesar de devastada, pelo amor ao filho que criou, e o temor de perdê-lo.
O filme é uma surpresa, pois na verdade, no lugar de afastamento, o drama gera aproximações, nada fáceis, mas verdadeiras, e que poderão se desdobrar em verdadeira fraternidade. O que acontece é que os desejos surgem: pessoas da família palestina, por exemplo, querem conhecer Telavive e o mar. Alguns já o conheciam. Mas principalmente, o desejo de se aproximar e se conhecer uns aos outros, e aplainar as arestas vivas, entre eles e suas diferenças: israelenses e palestinos. Entre Israel e Palestina nada muda, mas aquelas pessoas jamais voltariam a ser as de antes da revelação.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
brincar de criar roteiro
Não dá para brincar de criar roteiro.
Criar roteiro para um filme, um livro, uma peça de teatro é sério.
A não ser que se use o Brincar com letra maíuscula, como na proposta de Donald Winnicott.
Como estou sempre reformulando os textos de meus blogs, reescrevo este.
A vida "imita" a literatura?
Não acredito nisto.
Nenhuma imita a outra, nem a vida, nem a literetutura.
Com todas as dificuldades, o poeta possui uma liberdade em suas criações, maior que a que a vida nos dá. A literatura é uma dama da noite, uma dama do dia, uma dama da vida. Na literatura, por mais difícil que seja, temos mais liberdade que na vida, como autores, como leitores. Pois a vida é a Senhora. Cuidamos dela, mas ela é maior que nós. Assim, brincar de criar roteiros, brincar em minúscula, seria absolutamente pueril. Há acontecimentos, encontros e desencontros, mas não "mandamos" neles. Parte do que em nossas vidas é maior que nós, não controlamos. O texto (anterior) continua disponível em "O recanto das letras".
Adiós, nonino.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Encontre um psicanalista
http://formacaoempsi.wordpress.com/encontre-o-seu-psicanalista/
Eliane Maria Accioly Fonseca
São Paulo – Zona Sul
Eliane Maria Accioly Fonseca
São Paulo – Zona Sul
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Reflexões
família
bálsamo e veneno
amor e trevas
rebanho quente:
acolhe e fere
2 .
A família me ensina da maldade,
e a recolher as lâminas cruéis.
De maneira diferente,
a família e a literatura:
mestres.
3.
Os antepassados
me mostraram muitas
vezes
o avesso e a dor,
e o que posso não repetir,
na família que formei (criei).
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Viver, morrer
Resta aos mortos depender dos vivos, para viver.
Eles chegam de quando em quando, inesperados,
em memórias,
imagens lusco-fusco.
Se me lembro de festas e viagens,
percorrendo com minha amiga pequenas cidades
antigas,
conhecendo a casa do Bandeirante,
entrando em igrejas escuras,
não vou negar, fico triste.
Ainda não sei se por ela, se por mim,
se por nossa (perdida) juventude.
Eles chegam de quando em quando, inesperados,
em memórias,
imagens lusco-fusco.
Se me lembro de festas e viagens,
percorrendo com minha amiga pequenas cidades
antigas,
conhecendo a casa do Bandeirante,
entrando em igrejas escuras,
não vou negar, fico triste.
Ainda não sei se por ela, se por mim,
se por nossa (perdida) juventude.
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