segunda-feira, 12 de março de 2012
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Homenageando a mulher que existe nos homens e nas mulheres
Postado por Eliane Accioly em 8 março 2012 às 18:32
Outras Publicações desse(a) Autor(a)
.
Sala São Paulo _ Osesp _ 25 de agosto_ 2011_ em minha melhor escrivaninha
...
Estive lá assistindo a regência de Marin Alsop, maestra americana, titular da Osesp em 2012. Primeira parte _ "Conserto para violino de Korngold", e após o intervalo, "A sinfonia número 5 de Prokofief".
(Incrível para mim me encontrar em 2012 _ sempre me parece um tempo futurista como _ "1984, de Orson Wells" _; felizmente há diferenças, e também semelhanças entre nós e a novela escrita pelo autor citado. Seres humanos somos trágicos).
Na Sala São Paulo, uma entre inúmeras pessoas assisti ao "Conserto para Violino de Korngold", e à "Sinfonia N° 5 de Prokofiev". Não me considero entendida em música, mas como expectadora sou receptora; e receptores somos ativos, em nós acontecem afetos, feitos, afecções; acontecem "coisas", diria o mineiro; e também Clarice Lispector, que volta e meia em seus livros-cósmicos sempre se refere à "Coisa". Que para ela se aproxima de Deus.
Você terá tido notícias da última quinta feira (25 de agosto) por suplementos culturais e/ou internet. O que posso dizer, nunca vi nada mais vibrantemente expressivo, belo, intenso, luminoso. Vivi a energia feminina que se encontra em homens e mulheres, e da qual, quem sabe, o universo esteja repleto; não pude deixar de considerar que, talvez uma mulher reja uma orquestra com "qualidades femininas". O que são qualidades femininas? Qualidades femininas se encontram em homens e mulheres. Agora me vem o pensamento de que, por exemplo _ a internet siga um rumo feminino _ o do "não saber". Trata-se na verdade do não saber, uma aquisição humana tardia. Quer dizer, uma possibilidade que podemos conquistar. Ou não. É delicioso "não saber", e junto a um outro que também não sabe? É raro,mas possível.
Para mim o que a maestrina ou maestra faz quando regendo é o que importa. Não é o que ela diz, mas o que mostra. Fiquei arrepiada.
Outras Publicações desse(a) Autor(a)
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Sala São Paulo _ Osesp _ 25 de agosto_ 2011_ em minha melhor escrivaninha
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Estive lá assistindo a regência de Marin Alsop, maestra americana, titular da Osesp em 2012. Primeira parte _ "Conserto para violino de Korngold", e após o intervalo, "A sinfonia número 5 de Prokofief".
(Incrível para mim me encontrar em 2012 _ sempre me parece um tempo futurista como _ "1984, de Orson Wells" _; felizmente há diferenças, e também semelhanças entre nós e a novela escrita pelo autor citado. Seres humanos somos trágicos).
Na Sala São Paulo, uma entre inúmeras pessoas assisti ao "Conserto para Violino de Korngold", e à "Sinfonia N° 5 de Prokofiev". Não me considero entendida em música, mas como expectadora sou receptora; e receptores somos ativos, em nós acontecem afetos, feitos, afecções; acontecem "coisas", diria o mineiro; e também Clarice Lispector, que volta e meia em seus livros-cósmicos sempre se refere à "Coisa". Que para ela se aproxima de Deus.
Você terá tido notícias da última quinta feira (25 de agosto) por suplementos culturais e/ou internet. O que posso dizer, nunca vi nada mais vibrantemente expressivo, belo, intenso, luminoso. Vivi a energia feminina que se encontra em homens e mulheres, e da qual, quem sabe, o universo esteja repleto; não pude deixar de considerar que, talvez uma mulher reja uma orquestra com "qualidades femininas". O que são qualidades femininas? Qualidades femininas se encontram em homens e mulheres. Agora me vem o pensamento de que, por exemplo _ a internet siga um rumo feminino _ o do "não saber". Trata-se na verdade do não saber, uma aquisição humana tardia. Quer dizer, uma possibilidade que podemos conquistar. Ou não. É delicioso "não saber", e junto a um outro que também não sabe? É raro,mas possível.
Para mim o que a maestrina ou maestra faz quando regendo é o que importa. Não é o que ela diz, mas o que mostra. Fiquei arrepiada.
sábado, 3 de março de 2012
Para Jaime: Atravessadores Arquetípicos

Uma vontade escrever estar viva estarmos vivos uma mulher que não deixa morrer o marido que não quer morrer uma jovem que viaja ao estranjeiro para a casa da tia, e após seus dias de estudo, sente a alegria de retornar à sua casa uma menina de oito anos que morre de ciúmes da prima, pois, filha única acredita querer a mãe só para ela, e entre seus vendavais descobre sem saber, a prima, uma irmã mais velha um ir ao cabelereiro e depois encontrar a filha, as crianças, o genro, e descobrir:
mexerica, que palavra linda.
Beijos aos amigos blogueiros
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Pensando alto.
Será
que não foi sempre assim? Homens
e mulheres se apaixonam não apenas por uma pessoa, mas pela arte, por exemplo. Ou
a ciência, ou por abraçar uma multidão de famintos, seja a fome do corpo ou da
alma.
A
sociedade ocidental entre doenças e adoecimentos impõe a aposentadoria. E
contraditoriamente também impõe a impossibilidade de morrer. Ou
de envelhecer. Isto
é real, não está apenas nos jornais, está nos hospitais, casas de repouso e por
todo lado. Velhinhas
que não estão mais neste mundo, esclerosadas, dementes senis, sofrendo não
sabemos como, mas presenciamos horrorizados, com alimentação parietal,
impedidas de morrer a morte digna que todos pedimos para nós mesmos.
Felizmente
há quem possa envelhecer. Me
lembro de Audrey Hepburn, aquela mulher linda de corpo e alma mesmo na velhice,
doente, perto da morte. E
aquela foto que correu o mundo? Audrey doente,
tendo nos braços uma criança africana em pele e ossos, que
provavelmente fosse morrer de desnutrição.
Minha
neta tem em seu quarto uma foto de Audrey Hepburn bem jovem e evanescente dançando
com um galã. A
menina de dezoito anos tem nela um ícone. E
Fernanda Monte Negro? Ícones
para mim também, entre outras e outros.
O
que há de perene nas pessoas? Haverá
algo de perene em nós, homens e mulheres? Não
há regras para envelhecer, como não as há para viver, mas cada um de nós sabe
que podemos viver e envelhecer bem ou mal. Na
arte não há regras, mas há a excelência da obra artística. A
excelência que a torna sempre em devir, e atual.
Certamente
os botox e cirurgias perseguindo uma imagem “sempre” jovem, que pesadelo! O
profeta Aldous Huksley previu nosso momento
histórico violento, em tantos sentidos. Nosso admirável mundo novo.
Que
você, blogueiro, permaneça jovem envelhecendo, em devir, na excelência de sua
arte e sua vida. Beijos
e boa próxima semana
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
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